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Você se lembra do maravilhoso cheiro de um jardim florido em um dia quente de verão ou do cheiro característico de uma laranja quando você a descasca? Esses odores são algumas das fragrâncias dos óleos essenciais das plantas - as potentes, voláteis e aromáticas substâncias contidas em várias partes da planta, incluindo suas flores, folhas, raízes, madeira, sementes, frutos e cascas. Os óleos essenciais têm concentrações das propriedades de cura das plantas - as mesmas propriedades que a medicina tradicional do ocidente usa em muitas drogas.

O que é a aromaterapia?

Aromaterapia simplesmente significa a aplicação desses poderes de cura: é uma cura perfumada. Aromaterapeutas profissionais se concentram muito especificamente no uso controlado de óleos essenciais para tratar problemas e doenças e em promover o bem-estar físico e emocional.A aromaterapia, entretanto, não funciona apenas por meio do olfato. A inalação é apenas um dos métodos de aplicação. Os óleos essenciais também podem ser aplicados na pele e, quando usados topicamente, penetram na pele agindo diretamente nos tecidos e órgãos do corpo ao redor do local da aplicação. Eles também penetram na corrente sangüínea e são levados para todo o corpo. É claro que, quando aplicada topicamente, a fragrância do óleo essencial também é inalada.

Há três formas diferentes de ação no corpo: farmacológica, que afeta a química do corpo; fisiológica, que afeta a capacidade das funções e processamento do corpo; e psicológica, que afeta as emoções e as atitudes. Essas três formas interagem continuamente. Você escolhe o método de aplicação, baseando-se no local onde você quer que o efeito se concentre e no que é mais prazeroso e confortável para você.

A aromaterapia é, na verdade, parte de uma categoria maior de um tratamento de cura conhecido como fitoterapia. A fitoterapia também usa os poderes de cura das plantas para tratar problemas físicos e emocionais, mas usa a planta inteira ou partes dela, como as folhas, flores, raízes e sementes em vez do óleo essencial. A aromaterapia e a fitoterapia podem ser usadas individualmente ou em conjunto para aumentar os possíveis benefícios de cura.

Utilizações terapêuticas dos óleos essenciais

Você pode tratar diversos problemas físicos com a aromaterapia. Quase todos os óleos essenciais têm propriedades anti-sépticas e conseguem combater infecções e destruir bactérias, fungos, parasitas e/ou vírus. Muitos óleos essenciais também diminuem dores, aliviam ou eliminam inflamações e contrações, estimulam o sistema imunológico, a produção de insulina e de hormônios, afetam a circulação do sangue, dissolvem muco e abrem as paredes nasais ou ajudam na digestão - isso só para citar algumas de suas maravilhosas propriedades.

A aromaterapia também pode influenciar consideravelmente nossas emoções. Cheirar sálvia, por exemplo, pode acabar com o pânico, ao passo que a fragrância liberada por uma laranja pode fazê-lo sentir-se mais otimista. Como a mente influencia muito a saúde e é, por si só, uma ferramenta de cura, ela aumenta ainda mais o potencial da aromaterapia.

Muitos óleos essenciais têm mais de uma função, então ter alguns deles à disposição pode ajudar a tratar vários problemas físicos e emocionais comuns. A beleza da aromaterapia é que se pode criar uma mistura de óleos que beneficiará ambos com um só tratamento. Por exemplo, você pode misturar óleos essenciais que, além de parar a indigestão, também reduzem o nervosismo que a ocasiona. 

O que são Óleos Essenciais ?

As plantas aproveitam a luz do sol, os minerais da terra e o dióxido de carbono exalado pelos humanos e animais e, por meio da fotossíntese, os transformam nos blocos de construção da medicina. Os óleos essenciais estão entre os componentes terapêuticos mais importantes produzidos pelas plantas. Esses óleos voláteis contêm uma variedade de elementos e também são responsáveis pela fragrância única de cada planta.

Moléculas de fragrância

Os elementos básicos do carbono, do hidrogênio e do oxigênio se combinam para formar os diferentes compostos moleculares orgânicos que produzem os aromas. Até agora já foram identificados e nomeados mais de 30 mil desses compostos moleculares. A maioria dos óleos essenciais individualmente consiste de muitos compostos moleculares aromáticos. Na verdade, o óleo essencial de uma só planta pode conter até cem moléculas diferentes de fragrância. Na natureza existem milhares de plantas, todas com fragrâncias únicas que contêm combinações diferentes dessas moléculas.

Plantas que têm cheiro semelhante entre si normalmente contêm alguns compostos moleculares iguais. Melissa, lúcia-lima, tomilho, eucalipto, citronela, capim-cidreira e limão, por exemplo, têm cheiro parecido com o do limão porque contêm uma molécula com cheiro de limão, chamada citral. No entanto, são suas outras moléculas aromáticas que dão a cada uma delas seus cheiros específicos.

Os compostos aromáticos são agrupados em classes de compostos maiores, como os terpenos, fenóis, aldeídos, álcoois, cetonas, ácidos, ésteres, cumarinas e até óxidos. O citral é um aldeído; o genol, um fenol. Cada composto molecular tem cheiros e ações característicos no corpo. Alguns podem ser refrescantes e relaxantes, ao passo que outros aquecem e estimulam. Alguns são bons para tratar da indigestão, enquanto outros são anti-sépticos.

Cada efeito de um óleo essencial tem uma explicação química. Esses efeitos incluem a atividade biológica no corpo (benéfica, irritativa ou tóxica), a solubilidade (em óleo ou álcool, por exemplo), a velocidade de evaporação no ar ou de absorção pela pele e a maneira como diferentes óleos e cheiros se combinam. Os aldeídos, como os da canela e do capim-cidreira, por exemplo, têm um leve cheiro de fruta e muitas vezes podem causar irritações na pele e reações alérgicas. As cetonas encontradas na erva-doce, cominho e alecrim não são facilmente metabolizadas e podem passar pela urina sem terem sido modificadas. Os fenóis encontrados no cravo-da-índia e no tomilho têm grande probabilidade de causar irritação.

A proporção dos compostos aromáticos em um tipo particular de planta não é necessariamente constante. Ela pode mudar a cada ano, dependendo das condições de crescimento da planta, incluindo sua localização geográfica, elevação, clima, qualidade do solo e os métodos usados para colhê-la e extrair seu óleo essencial. Variações consistentes encontradas nas mesmas espécies são chamadas de quimiotipos, ou tipos químicos (TQ). Os aromaterapeutas tiram proveito dessas alterações naturais, selecionando um tipo químico diferente do padrão em razão de suas características especiais.

Os Óleos Essenciais e a Aromaterapia

Você já cheirou uma certa flor ou alguma colônia e passou por um déjà-vu? Ou então sentiu no ar o cheiro de um pinheiro e imaginou uma árvore de Natal? O olfato pode nos transportar para experiências passadas, reacendendo sentimentos já esquecidos associados a essas memórias. Isso acontece porque um aroma específico ativa áreas do cérebro que influenciam as emoções, a memória, o funcionamento cardiovascular e o equilíbrio hormonal. Na verdade, memórias associadas ao olfato nos influenciam mais do que imaginamos.

O doce cheiro do sucesso

International Flavors and Fragrances, Inc. (IFF), uma empresa de pesquisas de New Jersey, testou mais de 2 mil pessoas para entender melhor como certos cheiros reúnem memórias tão profundamente guardadas e afetam os padrões de personalidade, de comportamento e de sono. Eles descobriram que cheiros agradáveis melhoram o humor das pessoas e as deixam propícias a negociar, cooperar e se compromissar.

Como resultado desses e outros estudos, várias grandes empresas de Tóquio circulam os óleos essenciais de limão, hortelã e cipreste nos sistemas de ar-condicionado para manter os funcionários alertas e gentis no trabalho. Também se observou que essa prática ajudou a reduzir a vontade de fumar dos funcionários. Cheiros agradáveis estão sendo colocados em escritórios, lojas e hotéis em cidades de todo o mundo, para proporcionar uma atmosfera mais relaxante e estimulante, tarefa que os óleos essenciais cumprem com facilidade. É claro que o que essas empresas querem é que o cliente se sinta tão confortável que fique mais tempo e volte sempre. 

Estimulantes e calmantes naturais

Memória e associação são apenas uma forma de os cheiros nos afetarem psicologicamente. Segundo pesquisadores que estudam a aromacologia (a ciência dos aromas medicinais), as fragrâncias alteram as ondas cerebrais.

Por exemplo, cheiros estimulantes como o hortelã e o eucalipto intensificam as ondas cerebrais, deixando a mente mais aguçada e esclarecida. Os efeitos são parecidos com os do café, mas são atingidos sem os impactos prejudiciais da cafeína nas glândulas supra-renais. Como resultado, o aroma ajuda trabalhadores como motoristas de caminhão e controladores de tráfego aéreo, cujos trabalhos (e a segurança de outros) dependem de muita atenção.

Certas fragrâncias também podem fazer o efeito contrário. Se um indivíduo inalar o cheiro de chá de camomila, as ondas de seu cérebro se alongarão, fazendo que ele se sinta relaxado. Isso é parecido com o efeito de um calmante.

Segundo o Grupo de Pesquisas do Olfato, da Warwick University, Inglaterra, alguns óleos essenciais têm efeito semelhante ao das drogas antidepressivas. O psiquiatra italiano Paolo Rovesti ajudou seus pacientes a superar a depressão usando os cheiros de vários cítricos, como a laranja, a bergamota, o limão e a lúcia-lima.

Psiquiatras ajudam pessoas a superar ansiedade, tensão e variações de humor fazendo-as associar um cheiro ao sentimento de descanso e satisfação. O psicólogo usa técnicas debiofeedback e de visualização para ajudar o paciente a relaxar e então espirra uma fragrância relaxante. Mais tarde, o cliente pode simplesmente cheirar a fragrância de relaxamento quando ficar nervoso ou ansioso.